O remorso aprisiona, o arrependimento liberta.
E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. -  Mateus 3:1-2

O capítulo 3 de Mateus começa com um tema muito importante: o arrependimento. João Batista foi o primeiro a falar sobre este tema no Novo Testamento. Quando se fala em arrependimento, logo nos vem a cabeça a ideia de culpa, tristeza, um sentimento ruim que gera em nós uma amargura e raiva de nós mesmos. Mas, isto não é arrependimento, e sim, remorso. O remorso aprisiona, o arrependimento liberta. Uma pessoa que se converte, abandona seus pecados, mas logo, volta a cometê-los, não se arrependeu, ela apenas sentiu um remorso. E depois que esse remorso passou, ela volta a sua vidinha comum de pecados, pois não estava focada em fazer a vontade de Deus.

O arrependimento verdadeiro é aquele que gera em nós uma mudança completa da nossa mente, e mudanças práticas em nossa vida. O arrependimento nada mais é, que uma atitude, uma decisão. Decisão de pensar diferente, de agir diferente, de viver diferente. Não adianta dizer que estamos arrependidos de algo, quando nossas atitudes não provam nossas palavras. O arrependimento quando é verdadeiro, gera bons frutos na vida do cristão. Porém, não garante que nós não vamos nunca mais errar, somos humanos e passíveis de erros, mas precisamos nos esforçar sempre, vigiar e orar para não cairmos em tentação, e se isso acontecer, devemos ser humildes o suficiente para pedir perdão a Deus e recomeçar.

Há muitos cristãos dentro das igrejas vivendo uma vida dupla, cristãos que pregam o arrependimento, mas não o vivem. E não é isso que Deus quer de nós. Ele deseja que nosso arrependimento seja real e profundo, que nosso coração esteja puro e limpo. Chega de mudanças temporárias e superficiais, vamos nos entregar por completo a Deus, colocá-lo no centro de nossas vidas e vivermos segundo a vontade dEle. Amém?!






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